quarta-feira, 12 de setembro de 2018

7 de cada 10 alunos do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática, diz MEC


Sete de cada dez alunos do 3º ano do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática. Entre os estudantes desta etapa de ensino, menos de 4% têm conhecimento adequado nestas disciplinas. É o que mostram os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017 divulgados pelo Ministério da Educação.

O Saeb é a avaliação utilizada pelo governo federal, a cada dois anos, para medir a aprendizagem dos alunos ao fim de cada etapa de ensino: ao 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio. O sistema é composto pelas médias de proficiências em português e matemática extraídas da Prova Brasil, e pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Pela primeira vez, o MEC classificou os níveis de proficiência que estão organizados em uma escala de 0 a 9 - quanto menor o número, pior o resultado. Níveis de 0 a 3 são considerados insuficientes; entre 4 e 6 os alunos têm nível de conhecimento básico; e a partir de 7 até 9adequado.

Etapa mais problemática da educação básica, o ensino médio foi classificado no nível 2 de proficiência. Em matemática, 71,67% dos alunos têm nível insuficiente de aprendizado. Desses, 23% estão no nível 0, o mais baixo da escala de proficiência. Em português, 70,88% dos dos alunos têm nível insuficiente de aprendizado, sendo que 23,9% estão no nível zero, o mais baixo.


Fonte: G1

terça-feira, 6 de junho de 2017

MULHERES NA MATEMÁTICA: Estrelas Além do Tempo

No auge da corrida espacial travada entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, uma equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas, provou ser o elemento crucial que faltava na equação para a vitória dos Estados Unidos, liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história americana e se tornando verdadeiras heroínas da nação. É lá que estão Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson, grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Katherine Johnson

Johnson pode ser considerada uma criança prodígio. Ela terminou o colégio aos 14 anos e se formou em matemática e língua francesa na West Virginia State University aos 18 anos. Um ano depois de sua graduação, Johnson foi a primeira mulher negra a ser selecionada para integrar um curso de pós-graduação na West Virginia State University.

Entre os anos de 1953 e 1958, Johnson trabalhou como “computador humano” para o Comitê Consultivo Nacional de Aeronáutica (Naca), órgão que viria a ser a Nasa.

O filme foca na época em que Johnson fez os cálculos para que o astronauta John Glenn se tornasse o primeiro norte-americano a orbitar a Terra. Em 1962, a Nasa começou a usar computadores eletrônicos pela primeira vez. No entanto, Glenn se recusou a entrar no foguete antes que Johnson verificasse a rota criada pelo computador.

Outra contribuição importante de Johnson foi o cálculo da trajetória do voo do Apolo 11, o foguete que levou os homens à Lua pela primeira vez, em 1969. Além de tudo isso, a cientista é coautora de 26 artigos científicos e recebeu recentemente das mãos do presidente dos Estados Unidos Barack Obama uma das maiores honrarias do país: a medalha presidencial da liberdade.

Dorothy Vaughan

Vaughan se formou em matemática aos 19 anos pela Universidade de Wilberforce. Em 1943, após anos trabalhando como professora de matemática, ela começou a trabalhar no laboratório de aeronáutica Langley Memorial na Naca. Na época, as Leis de Jim Crow estavam em voga e, por isso, Vaughan fazia parte do West Area Computers, um grupo composto apenas de mulheres afro-americanas que trabalhava como computadores humanos.

Diferentemente de Johnson, Vaughan não continuou no ramo da matemática com a chegada dos computadores eletrônicos. Ela percebeu que todas as mulheres do West Area Computers seriam as primeiras a serem demitidas com o uso de máquinas da IBM. Assim, ela decidiu aprender a programar e ensinou a outras mulheres a tarefa.

Em 1949, Vaughan tornou-se chefe do West Area Computers. Ela foi a primeira supervisora negra da história da Naca. A cientista continuou no laboratório até 1958, quando a Naca passou a ser chamada Nasa. Em seguida, foi designada para a Divisão de Análise e Computação da Agência Espacial.

Mary Jackson

Jackson se formou no Hampton Institute em 1942 com um diploma duplo em Matemática e Ciências Físicas. Foi apenas em 1951 que a cientista começou a trabalhar com o grupo segregado West Area Computers. Após dois anos trabalhando lado a lado com Dorothy Vaughan, Jackson trabalhou para o engenheiro Kazimierz Czarnecki no Túnel de Pressão Supersônico, um túnel de vento de 60 mil cavalos que era capaz de explodir quase qualquer coisa com ventos próximos ao dobro da velocidade do som.

Para que pudesse realizar experimentos dentro do túnel, Jackson precisou entrar em um treinamento que a promoveria de matemática para engenheira. No entanto, as aulas eram realizadas na segregada Escola Secundária de Hampton e ela precisou de uma permissão especial para se juntar aos alunos brancos. Em 1958, Jackson se tornou a primeira engenheira mulher e negra da Nasa.

A cientista foi autora e coautora de uma dúzia de relatórios de pesquisa. A maioria desses estudos são focados no comportamento da camada limite de ar em torno de aviões.

Fonte: Exame.com

BANCO DE QUESTÕES E PROVAS ANTIGAS DA OBMEP

Você quer se preparar ou quer preparar seus alunos para a próxima Olimpíada Brasileira de Matemática? Encontre em http://www.obmep.org.br/banco.htm os Bancos de Questões. Cada volume apresenta uma seleção de problemas, similares aos problemas das provas da OBMEP, divididos por níveis e por assuntos. Em http://www.obmep.org.br/provas.htm você encontra todas as provas anteriores da OBMEP, suas soluções e vídeos com a resolução das provas mais recentes.

Clique na imagem e faça o download de todas as provas!


OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA - OBMEP 2017



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Só 7,3% dos alunos atingem aprendizado adequado em matemática no ensino médio

O percentual de estudantes com aprendizado adequado no Brasil aumentou do ensino fundamental ao ensino médio, de acordo com dados divulgados hoje (18) pelo movimento Todos pela Educação. Persiste, no entanto, um gargalo em matemática, no terceiro ano do ensino médio. Ao deixar a escola, apenas 7,3% dos estudantes atingem níveis satisfatórios de aprendizado. O índice é menor que o da última divulgação, em 2013, quando essa parcela era 9,3%.

O índice é ainda menor quando consideradas apenas as escolas públicas. Apenas 3,6% têm aprendizado adequado, o que significa que 96,4% não aprendem o esperado na escola. “É algo muito frustrante. A gente não está conseguindo avançar na gestão da política pública educacional”, diz a presidente executiva do movimento, Priscila Cruz. “Matemática é uma disciplina cujo aprendizado é muito mais dependente da escola. Se não aprendeu na escola, não aprende na vida. Diferentemente de leitura e interpretação de texto, que é algo que os estudantes acabam praticando fora da escola”, acrescenta.

O Brasil não tem, oficialmente, uma definição clara do que deve ser aprendido em cada nível de ensino. O movimento Todos pela Educação estabelece metas para que em 2022, ano do bicentenário da independência do país, seja garantido a todas as crianças e jovens o direito à educação de qualidade. O movimento estabelece também metas intermediárias de aprendizado.

Pelos critérios do movimento, apesar de ter apresentado nacionalmente um aumento no percentual de estudantes com aprendizado adequado, o país cumpriu apenas a meta estipulada para o português no 5º ano do ensino fundamental. A meta para a matemática no 3º ano era que 40,6% tivessem o aprendizado adequado.

De acordo com a definição do Todos pela Educação, o aprendizado adequado de matemática no ensino médio significa que os estudantes tiraram pelo menos 350 no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Isso os coloca no nível 5 de 10. São estudantes que conseguem pelo menos resolver equações, determinar a semelhança entre imagens e calcular, por exemplo, a divisão do lucro em relação a dois investimentos iniciais diferentes. “É o mínimo adequado”, diz Priscila

Municípios
O levantamento mostra uma melhora em relação à primeira etapa do ensino fundamental, que vai do 1º ao 5º ano - fase que, na educação pública, é geralmente de competência dos municípios.

Entre 2005 e 2015, houve um aumento dos municípios com maiores percentuais de estudantes com aprendizado adequado. Em 2005, 0,1% dos municípios tinha mais de 75% dos estudantes aprendendo o mínimo adequado à etapa. Esse índice saltou para 8,4% em 2015. Em matemática, também houve aumento. Em 2005, nenhum município tinha mais de 75% dos estudantes com aprendizado adequado. Em 2015, eram 4,2%.

“A política educacional nas áreas de matrícula e insumos está ligada à expansão da educação, uma situação em que nem todos estão na escola e é necessário expandir. Agora, para universalizar a qualidade é preciso mudar a forma de fazer política educacional. Não é mais fazendo a mesma coisa para todas as escolas, tem que ter uma segmentação e uma caracterização para cada uma. Exige uma sofisticação de gestão muito maior”, defende Priscila.

Metas
Os números são baseados no resultado da Prova Brasil e do Saeb), aplicados em 2015. A Prova Brasil é um dos componentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), considerado um importante indicador de qualidade do ensino. O índice vai até dez e é calculado de dois em dois anos. São divulgados indicadores do 5º e do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio, para português e matemática.

O Ideb de 2015 foi divulgado pelo governo no ano passado. A meta para o índice de 2015 foi cumprida apenas no início do ensino fundamental.

Atualmente em discussão, a Base Nacional Comum Curricular deverá definir o que os estudantes têm direito de aprender em cada etapa de ensino. Isso deve, segundo Priscila, ajudar na definição clara das metas de aprendizado. A expectativa é de que a Base do Ensino Fundamental seja divulgada até março pelo Ministério da Educação e a do ensino médio, ainda este ano.

MATEMÁTICA EM TODA PARTE - Matemática na construção

Dos arranha-céus às casinhas de taipa, não há construção que saia do papel sem muita matemática. Os cálculos envolvidos são precisos, até porque naqueles lugares teremos vidas humanas e é preciso cuidar delas com afinco. O professor Bigode leva a professora Lilian Spalding até um conjunto de edifícios em construção para, neles, avaliar conceitos de razão, cálculos de estimativas e proporções. Sem esquecer, claro, de toda a geometria envolvida nesse trabalho. Entre cimento, areia, engenheiros e pedreiros, eles mostram que uma boa aula de matemática também pode ser dada em um canteiro de obras.


FONTE: TVESCOLA

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

CRIANDO O SEU CURRÍCULO LATTES

De preenchimento simples, plataforma de currículo acadêmico é bem menos misteriosa do que se imagina. Confira dicas para criar o seu

Dar início à carreira acadêmica é bastante parecido com o primeiro passo para uma seleção profissional: é preciso apresentar um currículo. E o Ensino Superior tem uma plataforma própria para isso, o Lattes. Pode conferir: todo professor universitário tem um, e todo aluno envolvido em pesquisas também.

No currículo Lattes é possível verificar a formação e a produção acadêmicas de um pesquisador, além de sua experiência profissional, prêmios, idiomas falados, entre outros. Mas, para o aluno que está recém entrando ou saindo da faculdade, organizar esse currículo gera certa ansiedade, porque muitos não entendem o que deve ser mencionado no documento.

Inclusive estudantes do Ensino Médio e de escolas técnicas podem ter currículo Lattes, porque isso é exigência para participar de bolsas, como as do CNPq. Qualquer pessoa que deseja iniciar a vida na pesquisa acadêmica deve entrar nessa plataforma.

Quem se formou na universidade sem ter ingressado na pesquisa e agora pretende fazer um mestrado também precisa estar na plataforma Lattes para concorrer a uma vaga na pós-graduação. O processo de criação é relativamente simples: para uniformizar o sistema, o preenchimento é dividido em seções.


clique na imagem para ampliar

PASSO A PASSO PARA CRIAÇÃO DO CURRÍCULO LATTES

Clique na opção Cadastrar novo currículo para criar seu Lattes.


Será aberta uma nova tela:


 Preencha todos os dados que se pede e clique em PRÓXIMA






Importante: Ao cadastrar o currículo e fazer quaisquer novas alterações, aparecerá, na janela principal, no canto superior esquerdo a seguinte frase: “As alterações realizadas só serão aceitas quando enviadas ao CNPq em definitivo. Clique aqui para enviá-las.”


Ao clicar no link da frase citada acima aparecerá o seguinte: “Enviar o Currículo ao CNPq
Instruções:
1) Certifique-se de que as informações do CV estão corretas;
2) Leia a declaração no final da impressão do Currículo;
3) Registre sua concordância com o termo da declaração e
4) Clique no botão Enviar ao CNPq no final desta página.


Ao autorizar a publicação do seu currículo, o CNPq informará que poderá levar até 24 horas para publicar o seu currículo, conforme a mensagem “O currículo foi enviado para publicação. Se o CV não for publicado em até 24h, favor entrar em contato com suporte@cnpq.br”

Após as 24h você poderá preencher outras informações como projetos, produções, cursos entre outras opções que completarão seu currículo 


Com todos os dados preenchidos você poderá visualizar o seu currículo completo, fazer o download e impressão.



Faça o seu Currículo Lattes agora!