O mundo tem sido dominado pela febre do Pokémon Go, um
jogo cujo objetivo final é andar pela rua e colecionar seres invisíveis com
pokebolas virtuais e depois coloca-los para duelar uns contra os outros.
Mas qual é a Matemática que existe através deste jogo?
Bem, poderíamos abordar essa questão com diferentes pontos de vista, mas hoje iremos
abordar um ramo da Matemática chamado TEORIA DOS JOGOS, que se dedica a estudar
as estratégias e condicionantes colecionadas em vários jogos.
Num duelo tradicional de Pokémon os dois jogadores
escolhem alguns pokémons dentre os 731 existentes, cada pokémon tem ataques
cujo a eficácia varia de acordo com o tipo do pokémon, como existe uma
quantidade finita de estratégias que o jogador pode usar vai existir algo
chamado EQUILÍBRIO DE NASH, ou seja uma
situação em que nenhum jogador é beneficiado por alterar a sua estratégia. O
mais impressionante é que nem sempre a melhor solução, que é indicada pelo equilíbrio
de Nash, conduz ao melhor resultado. Por essas e outras que é muito complicado chegar
a uma estratégia ideal a se usar num duelo Pokémon.
No Pokémon Go ainda não foi implementado este tipo de
duelo e ainda assim há muita gente reclamando que não consegue registrar-se no
jogo porque os servidores estão congestionados devido a estupida desunião por
parte das pessoas... O problema é que elas, em vez de acalmarem os dedos e
esperarem para a situação melhorar, tentam se registrar todos ao mesmo tempo de
segundo a segundo e assim acabam todas sendo prejudicadas, em teoria dos jogos
essa situação é conhecida de TRAGÉDIA DO BEM COMUM e ocorre quando as pessoas
agem de acordo com os seus próprios interesses, racionalmente, mas não tem em
atenção o bem maior da comunidade.
É mais ou menos isso o que aconteceu em alguns países com
o Pokemon Go.
Como podem ver, analisar matematicamente os jogos e o
comportamento dos jogadores não é uma tarefa fácil, mas as vezes pode ajudar a
mudar uma situação.
Em um próximo post irei falar sobre a Teoria dos Jogos e Equilíbrio de Nash. Aguardo vocês!
Fonte: Mathgurl
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